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As 10 distorções cognitivas

Uma distorção não é um defeito de caráter: é um hábito de pensamento. Embaixo de cada uma está a pergunta que a testa.

Para que serve dar nome a elas

Enquanto um pensamento não tem nome, ele parece uma descrição da realidade. No momento em que você percebe que aquilo é catastrofização ou leitura da mente, ele passa a ser uma interpretação entre outras — e interpretação se checa com evidência.

Esta lista não é diagnóstico nem teste. É o vocabulário do passo 2 no registro de pensamentos.

Pensamento de tudo ou nada

Ver as coisas em preto e branco, sem meio termo.

A pergunta que testa isso: Qual resultado intermediário estou ignorando?

Catastrofização

Acreditar que o que aconteceu ou acontecerá será tão terrível e insuportável que você não conseguirá suportar.

A pergunta que testa isso: Qual é o resultado mais provável se eu olhar o quadro geral?

Leitura da mente

Supor que você sabe o que os outros pensam de você.

A pergunta que testa isso: Quais fatos observáveis eu realmente tenho?

Adivinhação da sorte

Prever um resultado negativo sem considerar outras possibilidades mais prováveis. A suposição é que as coisas inevitavelmente darão errado.

A pergunta que testa isso: Que evidências apoiam esta previsão hoje?

Raciocínio emocional

Tratar sentimentos como fatos.

A pergunta que testa isso: Que emoção está mais forte agora e quais são os fatos?

Afirmações com “deveria”

Regras rígidas sobre como as coisas devem ser.

A pergunta que testa isso: Esta regra é humana e sustentável?

Rotulagem

Atribuir uma característica rígida, global e negativa a si mesmo ou aos outros, muitas vezes com base em um único evento ou comportamento específico, em vez de descrever a ação em si.

A pergunta que testa isso: O que aconteceu especificamente, sem rótulos pessoais?

Desconsiderar o positivo

Descartar coisas boas como acaso ou irrelevantes.

A pergunta que testa isso: Quais dados positivos estou descartando agora?

Excesso de generalização

Transformar um evento em um padrão sem fim.

A pergunta que testa isso: Quantas vezes isso realmente aconteceu?

Personalização

Acreditar que você é inteiramente culpado por algo que não foi inteiramente sua culpa ou, inversamente, culpar os outros por algo que foi sua culpa. É assumir uma responsabilidade desproporcional por eventos externos.

A pergunta que testa isso: Quais fatores estavam fora do meu controle?

O que vem depois

Dar nome à distorção é metade do trabalho, e só isso não muda nada. A outra metade é escrever as evidências a favor e contra e reescrever o pensamento de forma mais justa. São os cinco passos.

O Relief mantém essas dez à mão enquanto você trabalha, para você não precisar lembrar de todas. Os registros ficam criptografados no aparelho, sem conta e sem nuvem. Cinco reformulações completas a cada três meses, de graça.

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